Geovani: O Gigante “Pequeno Príncipe”

A morte de Geovani, anunciada nesta segunda-feira (18), enche os vascaínos de uma triste nostalgia.

Geovani foi talvez uma das últimas expressões da maneira genuinamente brasileira de jogar futebol. Uma fórmula que unia talento singular à ginga dos campos dos subúrbios do Brasil. Um jeito próprio que se perdeu quando as jovens promessas mal saem da base com destino à Europa, onde parecem ficar no meio do caminho: nem desenvolvem uma identidade própria de jogo nem se integram plenamente ao futebol europeu.

Geovani não passou por esse processo, pois só foi jogar na Itália com 25 anos, em 1989, já um jogador plenamente formado e vencedor. 

Quando Geovani recebia a bola, era praticamente certo o passe milimétrico, o drible desconcertante, a arrancada aguda para o ataque. Alguém tem dúvida de que se Geovani jogasse hoje seria titular absoluto da atual seleção brasileira?

Com que alegria nós, jovens vascaínos de então, vimos o “Pequeno Príncipe” ganhar a Bola de Ouro como melhor jogador do Mundial Sub-20 da Fifa de 1983, competição na qual também foi o artilheiro.

A minha linha de meio-campo dos sonhos foi Dunga, Geovani e Tita, campeã carioca de 1987.

A morte do inesquecível Geovani nos faz lembrar também de um Vasco que tinha noção de sua própria grandeza. Afinal, não confundamos as coisas: vivemos um tempo em que a palavra “ídolo” é vulgarizada e usada para qualquer jogador mediano. Geovani é ídolo na plenitude do que significa esta palavra.

Em nome do grupo Identidade Vasco, agradeço por tudo, “Pequeno Príncipe”. Verdadeiro ídolo, você viverá para sempre nos corações vascaínos.

Wevergton Brito – Sócio proprietário remido do Vasco – Coordenador do Grupo Identidade Vasco

1 comentários

  1. Numa época de poucos craques em que vive nosso futebol, impera lembrarmos dos craques do passado como Geovani do Vasco, titular absoluto em qualquer time, seja daqui seja do exterior. Geovani foi daqueles que tratava a bola como companheira inseparável, com tribles curos e belíssimos lançamentos, sem falar das faltas e dos penaltis bem cobrados e revertidos em gols, dos quais ele era especialista. Gentil, calmo e, acima de tudo, um excelente profisisonal, campeão pelo Vasco e pela seleção brasileira.
    Vá com Deus ilustre craque.

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